Um levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) revelou que cerca de metade dos professores formados em cursos de Educação a Distância (EAD) apresentou desempenho considerado insuficiente em avaliações nacionais voltadas à formação docente. O estudo reacendeu discussões sobre a qualidade do ensino superior ofertado na modalidade remota no Brasil.
Os dados fazem parte de análises relacionadas ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e indicam dificuldades principalmente em áreas ligadas à prática pedagógica, domínio de conteúdos e preparação para atuação em sala de aula. (agenciabrasil.ebc.com.br)
Segundo especialistas em educação, o crescimento acelerado da oferta de licenciaturas a distância nos últimos anos ampliou o acesso ao ensino superior, mas também levantou questionamentos sobre fiscalização, estrutura dos cursos e qualidade da formação prática dos futuros professores.
O estudo mostra ainda que estudantes de cursos presenciais apresentaram desempenho superior em diversos indicadores avaliados, especialmente em competências relacionadas ao ensino e aplicação de metodologias educacionais.
Representantes do setor educacional defendem que o avanço da modalidade EAD exige maior controle de qualidade, investimentos em acompanhamento pedagógico e fortalecimento das atividades presenciais obrigatórias nos cursos de licenciatura.
Atualmente, a educação a distância concentra grande parte das matrículas em cursos de formação de professores no Brasil, impulsionada pela flexibilidade e pelo menor custo para os estudantes.
Informe Jacobina / Com informações de Agência Brasil