A inflação dos alimentos voltou a ganhar força em 2026, impulsionada principalmente pela alta no preço da carne e dos produtos in natura. Segundo levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), os alimentos acumulam aumento de 3,9% nos cinco primeiros meses do ano, acima da inflação geral, que ficou em 1,9% no mesmo período.
O mês de maio registrou alta de 1,14% no grupo alimentação, superando o índice de abril, que havia sido de 0,81%. O movimento reforça a tendência de pressão inflacionária vinda do setor de alimentos, especialmente das proteínas animais e dos itens mais sensíveis às variações de oferta.
Entre os principais responsáveis pelo aumento estão as carnes bovinas, que acumulam elevação expressiva no ano, com alguns cortes registrando altas superiores a 17%. A redução da oferta global e a forte demanda externa ajudam a sustentar os preços em patamar elevado, refletindo também no mercado interno.
Além das carnes, os produtos in natura também pesaram no bolso do consumidor. Hortaliças como batata, tomate e cebola apresentaram fortes aumentos no período, influenciados por fatores climáticos, menor produtividade e custos de produção mais altos.
Outro item que segue em alta é o leite, que registra sucessivas elevações devido à menor oferta sazonal e à maior disputa entre indústrias pelo produto. Em contrapartida, alguns alimentos apresentaram recuo, como café, arroz e óleo de soja, ajudando a conter parcialmente a inflação do setor.
Especialistas apontam que o cenário reforça a volatilidade dos preços dos alimentos no Brasil, influenciada por fatores climáticos, custos de insumos agrícolas e oscilações do mercado internacional, o que mantém a alimentação como um dos principais vetores de pressão inflacionária em 2026.
Informe Jacobina / Com informações do Política Livre