Governo federal anuncia criação de rede nacional para fortalecer proteção aos direitos da pessoa idosa

O governo federal anunciou a criação da Rede Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (Renadipi), iniciativa que pretende fortalecer a articulação entre órgãos públicos, entidades da sociedade civil e instituições voltadas à defesa e promoção dos direitos da população idosa em todo o país. A medida foi apresentada durante as atividades da campanha Junho Violeta, dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra pessoas idosas.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a nova rede surge como um instrumento para ampliar a proteção social, estimular ações integradas e garantir maior efetividade às políticas públicas voltadas ao envelhecimento da população brasileira. A proposta também busca reconhecer a diversidade das pessoas idosas e combater situações de preconceito, discriminação e exclusão social.

A criação da Renadipi ocorre em um cenário de preocupação com os índices de violência contra essa parcela da população. Dados dos canais oficiais de denúncia apontam milhares de registros relacionados a violações de direitos, incluindo negligência, abandono, violência psicológica, abuso financeiro e maus-tratos, muitas vezes praticados dentro do ambiente familiar.

De acordo com o governo, a rede deverá atuar na promoção de ações intersetoriais, reunindo conselhos, gestores públicos, organizações sociais e representantes da sociedade para fortalecer mecanismos de prevenção, acolhimento e garantia de direitos. A expectativa é ampliar o alcance das políticas de proteção e melhorar o atendimento às demandas da população idosa em diferentes regiões do país.

A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao envelhecimento com dignidade, tema que vem ganhando destaque diante do crescimento da população com 60 anos ou mais no Brasil. Além da proteção contra a violência, a proposta busca incentivar a inclusão social, a participação cidadã e o acesso a serviços essenciais para essa faixa etária.

Informe Jacobina / Com informações do Informe Baiano

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