Diversos estudos revelaram que as crianças tem mais facilidade que os adultos em aprender uma nova língua. Pensando nisso, as agências de intercâmbio possuem programas que aceitam participantes a partir dos cinco anos. De acordo com dados obtidos pela Folha de S. Paulo, a Belta, associação de agências de intercâmbio, revela que 20% das empresas do setor possuem pacotes para intercambistas de até 15 anos. Um dos principais nomes, a CI aceita alunos a partir dos 7 anos. Caso a família vá junto, a idade cai para 5 anos. A reportagem apurou que a procura por esse tipo de programa aumentou em 50% entre 2009 e 2014 na empresa. No STB, outra empresa referência no setor, o crescimento foi de 20% apenas em 2014. Os alunos têm aulas do idioma escolhido e, dependendo do programa, outras atividades para ocupar o tempo. "Os pais querem que os filhos vivenciem a língua em seu contexto, não só na sala de aula", explica ao jornal Fernanda Semeoni, diretora da agência Experimento. Ainda que o resultado possa ser positivo para a criança, agências e estudiosos do desenvolvimento infantil explicam que cabe aos pais avaliar se o filho tem maturidade suficiente para enfrentar o período sem a família. "Lembro de um menino de 11 anos que viajou conosco e no aeroporto já tinha tudo em mãos", lembra Fabiana Fernandes, gerente da CI. Karina Barroso, de Salvador, é mãe de Thiago, de 13 anos, e diz que a decisão de pagar um programa para o filho passar um tempo nos Estados Unidos foi bem pensada. "O americano cria o filho de um jeito diferente; ele vai ter de lavar as roupas, os pratos, sem ajuda", explica. Celia Maria Terra, especialista em saúde mental infantil e professora da PUC-SP, ressalta que “A viagem pode forçar o processo de ganhar responsabilidade de forma precoce, que a criança não estaria preparada para assumir. Ficar sem a família faz com que ela se sinta onipotente". Para a especialista, a idade mínima para um intercâmbio é de 15 anos. (N. ao Minuto)

