Mariana: 94% dos desabrigados estão em casas alugadas pela Samarco

Uma das exigências feitas pelo Ministério Público à mineradora Samarco, após o rompimento da barragem de rejeitos em Mariana, Minas Gerais, foi a realocação das famílias atingidas até o dia 24 de dezembro. Segundo a Agência Brasil, o secretário adjunto de Desenvolvimento Social de Mariana, João Paulo Paranhos, informou que 263 famílias já estão em residências temporárias alugadas pela Samarco. Das famílias que estavam em hotéis do município, 94% já foram para essas casas. Os outros 6%, segundo Paranhos, ainda permanecem em hotéis, porque não entraram em acordo com a empresa sobre o imóvel, se recusam a sair por causa de conflitos familiares ou, ainda, aguardam a construção de imóvel próprio. A Samarco também deve pagar auxílio financeiro que garanta o saque de um salário mínimo por mês, mais o valor de uma cesta básica e 20% do salário mínimo por dependente. Paranhos informou que nem todas as famílias já receberam o auxílio, mas que ele será pago com valores retroativos ao dia da tragédia, 5 de novembro. "O que vai se discutir a partir de agora são as ações de indenização e reconstrução das comunidades atingidas", disse Paranhos, explicando que os problemas emergenciais de ação humanitária estão praticamente resolvidos. O maior acidente ambiental do país deixou 17 pessoas mortas; duas ainda estão desaparecidas. De acordo com o capitão Thiago Miranda, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, as equipes continuam trabalhando na busca pelos desaparecidos, fazendo varreduras após as chuvas, que ajudam a revolver a lama. (BN)

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