Uma usina solar flutuante será construída até 2017 no lago da hidrelétrica de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, a 107 km de Manaus. O lançamento do projeto, que prevê atender quase dez mil famílias, foi realizado na manhã de ontem. De acordo com o Ministério de Minas e Energia,a ideia é investir na geração híbrida de energia em busca de maior eficiência energética e redução das tarifas para os consumidores. Segundo a Eletrobras, esta será a primeira usina solar flutuante do mundo. O sistema é utilizado em vários países, mas será implantado pela primeira vez dentro de uma hidrelétrica. A tecnologia já começou a ser implantada em Balbina - que fornece energia ao município de Presidente Figueiredo, a Manaus, e está conectada ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) - a fim de utilizar a infraestrutura ociosa da subestação de energia e rede de transmissão, nos períodos de estiagem, bem como compensar as perdas energéticas. Em condições normais, Balbina atende até 15% da necessidade energética da capital, contudo, com a forte seca do rio Uatumã, está suprindo apenas 5%, atualmente. Com investimentos de aproximadamente R$ 55 milhões, a previsão é que até o primeiro semestre de 2017, a usina seja concluída fornecendo para a rede 5 megawatts, o que corresponde ao abastecimento de 9.500 famílias. A primeira etapa do projeto deve ficar pronta em agosto de 2015, quando será construído o primeiro hectare, o que corresponde a um campo de futebol, que irá gerar 01 (um) megawatt. Ao todo, no país, o projeto vai custar aproximadamente RS 112 milhões, com a construção da usina solar no Amazonas e outra na Bahia, na hidrelétrica de Sobradinho. De acordo com o diretor da Sunlution, a segurança energética e a redução dos custos da tarifa são os principais benefícios que a população deve sentir com o adoção do sistema de geração de energia solar. "Normalmente a substituição da água, quando não tiver (em períodos de estiagem), é feita por óleo ou por diesel, e é muito oneroso, fora que é poluente. A redução pode vir de várias formas, não tenho um cálculo efetivo de qual percentual, mas essa geração de energia vai reduzir", disse Orestes Gonçalves. De acordo com o presidente da Eletrobras, José da Costa, a redução dos custos com a geração de energia solar, comparada a termoelétrica, deve impactar diretamente o bolso do consumidor. "Ainda é difícil avaliar em quanto pode ficar a redução, mas de qualquer maneira, a gente sabe que pode ter uma redução substancial. Hoje, a participação da solar na matriz energética brasileira é muito pequena, mas a gente julga que nos próximos anos ela vai subir e pode chegar a até 10% ou mais. Cada vez mais estes painéis estão reduzindo [preço], então a energia solar vai ficar muito barata e então esta economia vai ser repassada para as tarifas que beneficiam o consumidor brasileiro", afirmou o presidente.

