Petrobras propõe redução de jornada e de valor da hora extra

 A Petrobras apresentou na manhã desta sexta-feira, 16, proposta de revisão do acordo trabalhista em que prevê a redução da jornada de trabalho para áreas administrativas, redução à metade no valor pago pelas horas extras e congelamento de salários base e gratificações em áreas operacionais. A companhia também propôs a revisão de benefícios de alimentação aos trabalhadores, representados no encontro pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), principal associação sindical da categoria. Os sindicalistas consideraram a proposta uma "afronta" e prometem "resposta dura". A proposta salarial prevê o congelamento da remuneração básica da categoria e reajuste somente nas tabelas de gratificações, de acordo com o nível salarial. A tabela de Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR), que estabelece diferentes faixas de gratificação aos trabalhadores, seria reajustada em 4,97% para salários de até R$ 9 mil. Para os demais, o reajuste seria fixado em torno de R$ 447. A proposta é válida até agosto de 2017, quando um novo acordo deve ser elaborado entre a empresa e os trabalhadores. A estatal também quer que trabalhadores em regimes flexíveis em áreas administrativas possam optar por reduzir a jornada de trabalho de oito para seis horas diárias, com corte de 25% na remuneração. A petroleira também propôs o corte à metade na remuneração de horas extras. Os sindicalistas rejeitaram a proposta apresentada em reunião, mas uma decisão formal só será tomada na próxima semana, quando os termos serão discutidos nos sindicatos. "Vai ser uma discussão difícil. A proposta é uma afronta a nós, trabalhadores. A FUP e seus sindicatos darão uma resposta dura", afirmou, em nota, o coordenador da Federação, José Maria Rangel. A proposta da estatal ainda prevê o congelamento das gratificações a trabalhadores de campos terrestres, de adicionais para funcionários do Amazonas e de benefícios educacionais aos funcionários e seus dependentes. As premissas econômicas da proposta são as mesmas apresentadas aos trabalhadores da Transpetro, subsidiária de transporte e logística da estatal. A companhia prevê o congelamento de outros benefícios específicos a trabalhadores de gasodutos e polidutos. Em nota, a Petrobras informou que os termos apresentados "retomam propostas de redução opcional de jornada de trabalho para regime administrativo" e que a revisão da remuneração de horas extras em 50% está em conformidade com a Constituição Federal. Hoje, a remuneração de horas extras é de 100%. As propostas foram apresentadas em reuniões com sindicatos de Alagoas, Sergipe, Litoral Paulista, São José dos Campos, Pará, Amazonas, Maranhão, Amapá e Rio de Janeiro, além dos representantes da FUP. Os sindicalistas questionaram a Petrobras sobre os números do Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV). De acordo com a Federação, cerca de 1.300 dos mais de 11 mil trabalhadores que aderiram ao programa são técnicos de segurança, e o desligamento massivo poderia comprometer as operações da empresa. As lideranças da federação preparam uma mobilização nacional e greve ainda neste ano, mas sem data agendada. A paralisação é contra a venda de ativos na companhia e as mudanças nas regras do pré-sal. Os aspectos trabalhistas podem ampliar a pauta de reivindicações, de acordo com o coordenador José Maria Rangel. "Essa empresa sem o pré-Sal não sobrevive. Ela acaba e todos nós vamos para o buraco", afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel. "Nada vai garantir as nossas reivindicações, a manutenção do nosso salário, se não for a luta", completou. (Estadão Conteúdo)

Atenção: os artigos deste portal não são de nossa autoria e responsabilidade.
Nós não produzimos e nem escrevemos esse artigo qual você esta lendo.

Entenda: nosso site utiliza uma tecnologia de indexação, assim como o 'Google News', incorporando de forma automática as notícias de Jacobina e Região.
Nossa proposta é preservar a história de Jacobina através da preservação dos artigos/relatos/histórias produzidas na internet. Também utilizamos a nossa plataforma para combater a desinformação nas redes (FakeNews).

Confira a postagem original deste artigo em: http://www.jacobinanews.com/

Em conformidade com às disposições da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) e às demais normas vigentes aplicáveis, respeitando os princípios legais, nosso site não armazena dados pessoais, somente utilizamos cookies para fornecer uma melhor experiência de navegação.