A dificuldade de segurar o xixi é comum com o avançar da idade – quase um terço das pessoas acima de 75 anos sofre com ela. Com foco em minimizar essa chateação, um time da Universidade Duke, nos Estados Unidos, avaliou, em 381 mulheres, o efeito de dois dos principais recursos disponíveis.O primeiro grupo recebeu injeções de toxina botulínica, que enrijecem os músculos da bexiga e impedem contrações involuntárias. O segundo foi submetido à neuromodulação, espécie de marcapasso colocado no nervo sacral que ajuda a domar os estímulos para ir ao banheiro. Os pesquisadores descobriram que as voluntárias tratadas com o botox tiveram menos episódios de descontrole do xixi. Segundo o urologista Fernando Almeida, da Universidade Federal de São Paulo, ambos os procedimentos são pouco invasivos e têm eficácia parecida. A escolha leva em conta a capacidade de adesão do paciente ao tratamento, já que as injeções são reaplicadas a cada nove meses e o neuromodulador é instalado uma única vez numa pequena cirurgia. O dispositivo tem um preço mais salgado, embora hoje possa ser custeado pelo Sistema Únido de Saúde (SUS).
Dá pra segurar
De treinamento mental a cirurgia, veja outras opções para aliviar as insistentes corridas ao banheiro.
1.Técnicas comportamentais
Trabalham a mente e o corpo de modo que o sujeito tome consciência da vontade de urinar.
2. Exercícios pélvicos
São receitados para fortalecer os músculos no baixo ventre, o que evita as escapadas involuntárias de xixi.
3. Medicamentos
Existem vários tipos nas farmácias, mas seu uso depende da origem do problema. Só o médico está apto a indicá-los.
4. Eletroestimulação
Por meio de eletrodos são aplicadas correntes elétricas de baixa potência que tonificam os músculos pélvicos.
5. Cirurgia
É o último recurso contra a incontinência, geralmente prescrita a casos mais graves ou quando outras terapias falham.
