Tesouro Direto continua aplicação vantajosa

Mesmo com o recuo da inflação este ano, os títulos do Tesouro Direto cujo rendimento é em parte composto pelo resultado do IPCA (as antigas NTN-Bs) devem seguir atraentes em relação a outros investimentos. A expectativa é que o IPCA encerre o ano com um avanço de 3,46%, segundo projeções de economistas consultados pelo Banco Central. Dependendo do prazo desses títulos e da perspectiva de melhora da economia no longo prazo, o rendimento pode até superar o de investimentos como as Letras de Crédito Agrícola (LCA) e Imobiliário (LCI), queridinhas do mercado por serem isentas de Imposto de Renda (IR)e seguradas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF. Cálculos do professor de Finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) Alexandre Cabral mostram que, mantido o atual cenário, o rendimento de um investimento em Tesouro IPCA + 2024 será superior ao de uma LCI ou LCA que pague 90% do CDI – que acompanha a taxa básica de juros, a Selic – ao final de um ano.
Isso, apontam os números do especialista, pode ocorrer mesmo com o desconto de 17,5% de IR sobre o rendimento do título público para aplicações por esse período. Na simulação feita por Cabral, em um investimento de R$ 10 mil o ganho líquido – já descontado o IR – seria de R$ 784,17 para o Tesouro IPCA com vencimento em 2024 e de R$ 767,21 para a LCI ou LCA de 90% do CDI após 12 meses. Para um Certificado de Depósito Bancário (CDB) que pague 100% do CDI, o ganho líquido seria de R$ 706,20, também no prazo de um ano. A parte prefixada da taxa paga pelo Tesouro + 2024, atualmente em 5,59% ao ano, é a responsável por sustentar o ganho líquido diante de uma inflação menor. Essa taxa, porém, pode variar com a mudança nas expectativas para a economia do País e, caso o investidor venda o seu título antes do prazo, pode ter rentabilidade maior ou menor do que a contratada – o rendimento será exatamente o contratado caso o título seja levado até o vencimento. Como boa parte das LCIs e LCAs são atreladas ao CDI e esse indexador, por sua vez, acompanha a taxa de juros, seu rendimento deve ser menor à medida que a Selic cair. Ao final deste ano, a previsão é de uma taxa básica de juros em 8,5% ao ano, com perspectiva de alcançar 8,25% ao ano em 2018. (Noticias ao Minuto)

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