Apenas três fazendas, das 27 que foram invadidas entre os dias 23 e 30 de setembro, permanecem ocupadas por índios na zona rural de Itapetinga, Itaju do Colônia e Pau Brasil, entre o Sudoeste e o Sul da Bahia. Uma delas é a Esmeralda, do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), o primeiro alvo dos invasores.
A disputa continua provocando tensão entre fazendeiros e indígenas, como mostra um vídeo obtido pelo CORREIO, em que os ocupantes alegam ser uma área sagrada para a etnia, pois se trata de um antigo cemitério indígena. A Funai nega. Além disso, uma reunião no Ministério da Justiça, nesta terça-feira (3), em Brasília, também pode ajudar a resolver a situação, e evitar possíveis conflitos.
Desocupações
Entre esta segunda e terça-feira, as polícias Civil e Militar realizaram uma operação nas propriedades de Itapetinga, Potiraguá e Itaju do Colônia para averiguar a informação de que eram grupos armados que tinham tomado posse das propriedades, em ações que os fazendeiros classificaram como ato de terrorismo.
No domingo passado, os grupos levaram diversos objetos de valor das fazendas, como TVs, rádios, celas, arreios, facas e facões, e fizeram de reféns alguns funcionários. Até comida uma das vítimas foi obrigada a fazer. Eles bloquearam ainda uma estrada com um caminhão quebrado, para dificultar o acesso.