Mas para Rui, essa investigação da Polícia Federal (PF) possui caráter parcial. “Até me estranho uma das TVs ter tido acesso privilegiado em relação ao resto da imprensa a essa informação e ter chegado uma hora antes nos locais aonde a polícia chegou pra executar a operação. Então, nitidamente, essa TV teve a informação não sei quantos dias antes. O que mostra que essa é uma operação casada, com uma linha midiática da propaganda negativa no ano eleitoral”, critica o governador.
Rui se refere à TV Bahia, que estava a postos, em frente ao escritório da Parceria Inteligente, onde a PF cumpriu mandados (veja aqui). Os agentes também estiveram nos prédios da Casa Civil, SDE e demais residências e endereços comerciais dos envolvidos. Quanto às acusações contra Wagner, Rui defendeu o correligionário. “Eu tenho absoluta confiança na lisura de tudo que foi feito porque conheço, há 35 anos, o governador Jaques Wagner. Da sua lisura, da sua correção e o processo de investigação comprovará esse processo de lisura do que foi feito”, afirmou o petista, ressaltando que o estádio da Fonte Nova “foi o mais barato entre todos que foram construídos no Brasil”.
Em comunicado enviado à imprensa, Rui não mencionou o atual secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, que também foi alvo da Cartão Vermelho. Na época, ele era auxiliar da pasta e foi identificado como responsável pelo desenho da parceria público-privada, que se tornou alvo da investigação. De acordo com a PF, parte do montante pago pela Odebrecht foi destinada para a campanha de 2014, que elegeu Rui Costa na Bahia. Mas, de acordo com a corporação, o governador não foi atrelado às irregularidades.
Fonte: Bahia Notícias
