Policiais se queixam de baixo efetivo e clamam por reforço no combate à violência contra mulher


O Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) se queixa de péssimas condições estruturais e baixo efetivo nas delegacias de Polícia Civil de combate à violência contra a mulher.

Em vídeo publicado no sábado (24), o presidente do sindicato, Eustácio Lopes, falou sobre a impunidade, o aumento da violência e do feminicídio na Bahia e clamou ao governo do Estado por uma melhora na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).

“Essa violência é constante, é crescente, porque as delegacias de proteção à mulher na Bahia não oferecem as condições ideais de efetivo e de estrutura para investigar”, disse Eustácio.

Relembrando o caso do homem que agrediu uma mulher a socos em Ilhéus, e que possuía dez passagens na polícia, o presidente do Sindpoc protestou contra a falta de rapidez na resolução dos casos por conta do baixo número de profissionais nas delegacias.

“As ameaças não são apuradas com a agilidade que os casos merecem (…) Nessas delegacias, não tem o efetivo ideal, não tem o número de profissionais para que as investigações aconteçam e os autores sejam denunciados para serem punidos”, reclama.

De acordo com Eustácio, na DEAM de Ilhéus, há uma delegada, dois escrivães e cinco investigadores. Lopes, porém, diz que a quantidade ideal seria de pelo menos três delegadas, cinco escrivães e 15 investigadores, para que os casos fossem apurados de forma mais rápida e efetiva.

“Ilhéus ultrapassa mais de mil ocorrências e as ocorrências por ameaças, que são corriqueiras, não são apuradas, são postergadas, e as vítimas, que perdem a crença na eficiência da polícia, voltam e desistem ou se reconciliam [com o agressor], porque o tempo passa e a apuração não acontece”, diz Lopes, pedindo ao governador Rui Costa, logo em seguida, para que haja um reforço nas delegacias.

“Aqui na Bahia gera e prevalece a impunidade, e é isso que nós queremos pôr fim, é isso que estamos pedindo ao governo do Estado, que ofereça à Polícia Civil as condições para que a polícia possa pedir as medidas protetivas em defesa às mulheres, possa pedir os mandados de prisão e aqui, a gente evite essa violência crescente”, concluiu Eustácio Lopes.

Fonte: Varela Notícias

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