Saiba os heróis e vilões da inflação de 2025

A inflação brasileira terminou o ano de 2025 na marca de 4,26%, segundo divulgação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) feita nesta sexta-feira, 9.

Este foi o menor acumulado desde o ano de 2018, onde o índice fechou o ano em 3,75%. Tal alívio se deu, principalmente, por conta do grupo de alimentação e bebidas, de acordo com os economistas.

Tal grupo desacelerou, em 2025 (2,95%) quando comparado ao ano anterior (7,69%), visto que a alimentação no domicílio passou de 8,23% par 1,43%.

Porém, outros itens apresentaram uma alta na inflação acumulada no ano de 2025, sendo eles:

  • transportes por aplicativo;
  • café moído;
  • chocolate;
  • energia elétrica.

Confira os principais heróis e vilões da inflação em 2025

Preços que mais subiram em 2025

  • transportes por aplicativo, 56,08%;
  • café moído, 35,65%;
  • chocolate, 27,12%;
  • energia elétrica, 12,31%;
  • lanche, 11,35%;
  • biscoito, 8,32%;
  • cursos regulares, 6,54%;
  • plano de saúde, 6,42%;
  • frango em pedaços, 6,13%;
  • aluguel residencial, 6,06%;
  • pão francês, 5,86%;

Preços que mais caíram em 2025

  • feijão preto, -32,38%;
  • arroz, -26,56%;
  • azeite de oliva, -21,04%;
  • alho, -15,88%;
  • batata-inglesa, -13,65%;
  • leite longa vida, -12,87%;
  • aparelho telefônico, -6,27%;
  • eletrodomésticos e equipamentos, -6,01%;
  • seguro voluntário de veículo, -5,67%;
  • TV, som e informática, -3,73%;
  • automóvel usado, -2,26%.

De acordo com o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Braz, o que resultou na inflação total do Brasil no ano de 2025 foi o bom comportamento dos preços da alimentação no domicílio.

Porém, outros grupos ainda apresentaram altas nos preços, já que, ainda segundo André, pode mostrar uma preocupação quanto à dependência da desaceleração da inflação sobre o grupo de alimentação.

Somado a isso, o economista da XP, Alexandre Maluf destacou a aceleração de bens industrializados, além da grande alta de serviços, especialmente os que exigem mão de obra.

De acordo com o mesmo, a alimentação voltou ao positivo, mesmo com o crescimento modesto no ano. Somado a isso, a deflação em energia elétrica ajudou a moderar o IPCA, explica Maluf.

A energia elétrica exerceu o maior impacto individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano, mostrou o IBGE.

Fonte: A Tarde / Foto: Marcelo Casal Jr

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