Uma mulher de 45 anos, identificada como Soraia Mascarenhas Neves, foi presa na segunda-feira (6), no bairro da Pituba, em Salvador, pelos crimes de racismo religioso e dano qualificado após pichar um terreiro de Candomblé no bairro de Cajazeiras XI. O caso ocorreu em janeiro deste ano.
Na ocasião, a fachada e o portão de entrada do espaço religioso foram pichados com tinta vermelha com as palavras "assassinos" e "Jesus".
Segundo a Polícia Civil, a apuração do caso contou com análise de imagens de videomonitoramento e coleta de provas, que permitiram a identificação da suspeita e embasaram o pedido das medidas judiciais.
Durante a ação, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Ao todo, foram apreendidos dois celulares, agendas e um notebook.
Ainda conforme a polícia, a mulher foi submetida aos exames legais e permanece à disposição da Justiça.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (DECRIN), vinculada ao Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV).
Relembre o caso
O terreiro Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza foi pichado no dia 17 de janeiro deste ano. Ele está no bairro de Cajazeiras XI e tem 33 anos de atuação.
Na época, o babalorixá Pai Mutá relatou que o crime foi percebido por volta das 7h, quando uma filha de santo chegou no local e o informou sobre as pichações. O portão de pedestres, o interfone e a caixa de correio também foram cobertos com tinta vermelha.
Ainda de acordo com o babalorixá, essa teria sido a primeira vez que a casa sofreu um ataque do tipo. Segundo ele, o espaço sempre manteve uma relação respeitosa com os moradores da região, além de desenvolver trabalhos sociais voltados para a comunidade.
Fonte: G1 / Foto: Reprodução
