Shopping é investigado por suposta pressão política sobre funcionários durante reunião

Uma reunião corporativa para apresentação de resultados terminou na mira do Ministério Público do Trabalho (MPT), após uma denúncia de suposto assédio eleitoral contra funcionários de um shopping. Durante o encontro, uma liderança regional teria associado uma candidatura presidencial a possíveis vantagens econômicas para o setor varejista, além de atribuir ao candidato uma suposta melhora de indicadores econômicos após o primeiro turno das eleições. O caso ocorreu em Cuiabá, no Mato Grosso, e levou à abertura de um inquérito policial. A denúncia ainda está sob investigação.

Nesta segunda-feira (26), o MPT informou que expediu uma recomendação para impedir pressões, constrangimentos ou discriminação de trabalhadores por suas convicções políticas. O documento também orientou o shopping a organizar escalas que permitissem aos funcionários escalados para o domingo (25), dia do segundo turno, tempo suficiente para votar. Entre as medidas determinadas estão a divulgação interna de orientações sobre a ilegalidade do assédio eleitoral, no prazo de 24 horas após o recebimento da recomendação, e a criação ou reativação de um canal anônimo de denúncias. O empreendimento deveria comprovar a adoção das providências em até 48 horas, sob risco de medidas administrativas e judiciais.

O MPT reforçou que o assédio eleitoral no ambiente de trabalho viola a liberdade de opinião e o direito ao voto livre e secreto. Trabalhadores que tenham sofrido ou presenciado situações semelhantes podem registrar denúncias pelo endereço mpt.mp.br/assedio-eleitoral, pelo portal prt23.mpt.mp.br/servicos/denuncias ou pelo e-mail prt23.atendimento@mpt.mp.br, com preservação da identidade do denunciante. Para demandas estritamente individuais, a orientação é procurar o sindicato da categoria, um advogado ou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pelo telefone 158.

Fonte: Correio 24 horas

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