Desde o ano de 2007 a transposição do Rio São Francisco vem sendo falada, o projeto que deveria ter sido entregue em 2012 tinha como promessa acabar com as secas da região Nordeste, mas até hoje nunca foi finalizado.
Na maioria das vezes em que este assunto era mencionado o tocante a este sempre tendia a ser negativo. Muitos pesquisadores chegam a dizer que seu monitoramento a longo prazo é necessário para que se saiba o real impacto que a fauna e flora receberão, mas alegam que cortes de verbas públicas já estão limitando essa ação.
A promessa inicial de custo de 4,5 bilhões de reais transbordou para estimativas atualizadas que falam em um desembolso total de 12 bilhões. E a maior polêmica atual é saber quem irá arcar com os custos da obra e as manutenções, visto que somados eles totalizam 300 milhões de reais por ano.
Boa parte, ou melhor, a maior parte deste custo é referente a energia elétrica consumida. Por uma combinação feita em 2012, ainda quando o ministro do Desenvolvimento Regional era o hoje senador Rogério Marinho (PL-RN), os estados beneficiados se comprometeram a bancar de forma progressiva.
O escalonamento previa que a região Nordeste arcaria com 100% dos custos durante 5 anos, mas o acordo acabou não sendo assinado, pois os governadores da época estavam em desacordo com as cláusulas.
Agora, os vencedores das eleições na região querem rediscutir o pacto, alegando que se encontram em situação de seca financeira para honrar o acordo nos mesmos termos. “É preciso um modelo que não impacte de maneira muito forte as pessoas que serão beneficiadas e também os cofres públicos, a ponto de comprometer a execução de outras obras”, afirma João Azevêdo, chefe do Executivo da Paraíba e líder do consórcio de governadores do Nordeste.
Houve uma reunião entre os governadores dos estados beneficiados e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goés, na última semana de janeiro. Pelo Consórcio do Nordeste, além de João Azevêdo, estiveram presentes Raquel Lyra (PE), Elmano de Freitas (CE) e Fátima Bezerra (RN) e a transposição do rio foi pauta principal no encontro.
A reunião permitiu a criação de um fórum permanente para tratar do assunto, com a participação dos secretários de Recursos Hídricos de cada estado, além disto há uma periodicidade no encontro dos governadores em Brasília para defender seus interesses.
Mas até as coisas se resolverem e todos os assuntos serem definidos, está sob responsabilidade do Governo Federal manter o que está funcionando e terminar de uma vez por todas o projeto.
Os principais empaces para a conclusão do projeto são:
• No Ceará, o bombeamento cessou porque o estado aguarda a finalização de obras complementares;
• Na Paraíba, por onde passam os eixos Norte e Leste da transposição, há também trechos paralisados, à espera de trabalhos de manutenção;
• No Rio Grande do Norte, uma porção da estrutura prevista aguarda a finalização dos serviços de engenharia;
• É necessária a instalação de comportas e de medidores em algumas bombas de água.
“É preciso entender que um projeto dessa complexidade demanda tempo, inclusive para discutir em quais condições vai operar quando estiver pronto”, afirma Paulo Varella, secretário de Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte.
Este assunto ainda pretende render muitas outras discussões, mas o atual governo se inclina para resolução dos mesmos.
FONTE: TV sertão livre
O post A NOVA POLÊMICA SOBRE A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO apareceu primeiro em Sertão Livre.