Oito homens que trabalhavam na instalação de torres de iluminação pública foram atingidos por uma descarga elétrica, fato ocorrido por volta das 16h30 desta terça-feira (20), em frente ao Posto Itamaraty, em Senhor do Bonfim.
A reportagem do Blog esteve no local conversando com autoridades e moradores da área. Segundo apuramos, eles foram atingidos quando tentavam fixar uma torre de ferro e esta se chocou na rede de alta tensão, atingindo os trabalhadores.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu, foi acionado e chegou rapidamente ao local, iniciando o atendimento aos feridos. Dos oito operários atingidos, dois deles nada sofreram. Os demais foram socorridos pelos atendentes do Samu, que tentavam reanima-los. Populares que se aglomeravam próximo às vítimas tentavam ajudar os socorristas do Samu e do Corpo de Bombeiros, que também participou da ação.
Polícia Militar e Agentes da Dmtrans também ajudaram na mobilização para socorrer as vítimas e organizar o trânsito, que ficou bastante congestionado nos sentidos de entrada e saída da cidade.
Todos os trabalhadores atingidos neste trágico acidente, foram levados para a UPA 24h. Agora a noite, um deles, identificado apenas como Tarcísio, não resistiu e acabou morrendo. Três trabalhadores ainda estão internados na UPA. Outros dois foram transferidos para o Hospital Dom Antonio Monteiro (HDAM).
De acordo com informações do Blog do Netto Maravilha, os homens atingidos trabalham para a empresa Jauá Construções que presta serviço para a Prefeitura de Senhor do Bonfim. Um dos trabalhadores revelou para Netto Maravilha, que todos trabalhavam sem equipamentos importantes de proteção, a exemplo de luvas.
Nós também constatamos que as torres, que são bastante altas, ficam muito próximas da rede de alta tensão. Por isso, vários questionamentos precisam ser feitos. A Coelba autorizou a instalação destas torres tão perto da rede de alta tensão? Por que os trabalhadores não usavam equipamentos de proteção? Quem é o responsável em fornecer esses equipamentos para os trabalhadores? Quem fiscaliza?
São perguntas que exigem respostas. E mais que isso: quem permitiu que estes trabalhadores executassem um serviço de alto risco sem a devida proteção, precisa ser responsabilizado. Esperamos que o Ministério Público de nossa cidade entre em ação para cobrar dos responsáveis e evitar que novas tragédias venham acontecer.
Blog do Eloilton Cajuhy